O 4º dos 10 Mandamentos

on sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

O 4º dos 10 Mandamentos tem constituído divergências entre cristãos e judeus e também entre cristãos e cristãos-sabatistas (observadores do sábado). Tendo em consideração a fundamentação bíblica, o sábado, é considerado o último dia da semana, seguindo a sexta-feira e precedendo o domingo, sendo um dia dedicado ao Senhor, nosso Deus.

Pela normalização internacional do horário do trabalho o sábado corresponde ao sexto dia da semana e o domingo ao sétimo dia da semana, praticamente em todos os calendários do mundo.

Sábado deriva da palavra hebraica shabāt, tendo relação com o o verbo shavāt, que significa "cessar", "parar". Geralmente é tida como "descanso" ou um "período de descanso", mas a tradução mais literal seria "cessação", o que implica "parar o trabalho".

Convém salientar que durante os tempos bíblicos, os povos gentios dedicavam cada dia da semana a astros e a deuses, restando ainda alguns vestígios linguísticos dessa relação na denominação dos dias da semana em diversos países. Para os povos gentios, como os romanos, adoravam os seus deuses, dedicando o dia de sábado ao astro Saturno, o que deu origem a outras denominações, em inglês diz-se Saturday o que significa de "Dia de Saturno". Apenas Portugal e os países lusófonos foram os únicos a adoptar nomes não pagãos a todos os dias da semana, enquanto a maioria dos países mudaram somente o nome do 7.º e 1.º dia da semana.

Depois deste aparte sobre a etimologia do sábado, centremo-nos na origem e fundamentação bíblica, da Palavra de Deus:

Lembra-te do dia do sábado, para o santificar.

Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra.

Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro das tuas portas.

Porque em seis dias fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o SENHOR o dia do sábado, e o santificou.” Ex. 20.8-11

Através deste mandamento, Deus impõe a todo o ser humano um dia de descanso, obviamente para dedicá-lo à congregação, à adoração ao Senhor. Trata-se de um dia separado para dedicá-lo àquilo que agrada a Deus, tal como a família, a congregação de fé, ao simples descanso, pois todo o homem tem não só o direito, mas também a obrigação de descansar. Veja como vai o mundo materialista hoje, onde não existem dias dedicados ao descanso, apenas se pensa em trabalhar, em enriquecer materialmente, mesmo que para isso se coloque de lado a família.

Actualmente, os cristãos dedicam o dia de descanso o primeiro dia da semana - o Domingo, cuja origem deriva da palavra latina “Domini Dei”, “Dia do Senhor”. O domingo ganhou força entre os cristãos, pelo facto de ter sido no primeiro dia da semana que o Senhor Jesus Cristo ressuscitou, mas convém salientar que até ocorrer essa diferenciação, quer judeus quer cristãos, observavam o sábado como o dia de descanso.

Muitas vezes entre nós, cristãos, surgem dúvidas em relação à obediência da Palavra de Deus e falo por experiência própria, pois o (in)cumprimento do sábado causou-me sérias dúvidas, uma vez que me encontrava frágil pela religiosidade em que caí. Vivia na rotina, no vai-e-vem da casa-igreja e igreja-casa e os frutos que obtinha eram praticamente nulos, pois fazia tudo como uma obrigação, sem Fé, logo como não via respostas nem frutos, buscava culpas e culpados que não eu, a culpa ora era do pastor ora era do diabo. Profundo engano o meu e, nessa fragilidade causada pela religiosidade, tinha que surgir a resposta ao meu problema – eu não guardava o sábado. Então saí da minha congregação para obedecer o dia de sábado. E assim andei por mais de um ano fora de congregações, mas sempre analisando o meu dia-a-dia e a minha vida para com Deus, em busca de respostas.

...E a resposta chegou:

Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados,

Que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo.” Cl.2.16-17


Naquele tempo passou Jesus pelas searas, em um sábado; e os seus discípulos, tendo fome, começaram a colher espigas, e a comer.

E os fariseus, vendo isto, disseram-lhe: Eis que os teus discípulos fazem o que não é lícito fazer num sábado.” Mt. 12.1-2

Porque o Filho do homem até do sábado é Senhor.” Mt.12. 8


Ora após ter lido estas passagens, apercebi-me do quanto estava errado, buscando culpas absurdamente. Reconheci o meu erro, a minha religiosidade que me cegava e apercebi-me que não importa se guardamos o Sábado ou o Domingo, o que interessa é que tenhamos um dia realmente de descanso para fazer o que agrada ao Senhor, separá-lo para Deus. É minha opinião actual que o homem não foi feito para o dia mas o dia para o homem, para que descansemos na Paz de Deus, meditando na sua Palavra, congregando-nos para louvá-Lo e glorificá-Lo e para estarmos em família.

Este dia de descanso é hoje mais importante do que nunca, pois o homem actual dedica-se intensamente ao trabalho e por vezes esquece-se que necessita de descansar, de estar com a sua família e de meditar na Palavra. Este dia é uma oportunidade que Deus nos concede que deve ser aproveitado conforme está escrito, que nos proporciona os momentos necessários que o dia-a-dia laboral não permite.

Dedique o seu dia de descanso a um verdadeiro descanso, aproveite para meditar sobre a sua vida, se esta vai de acordo com a Palavra de Deus. Reconsidere e avalie a sua Fé, não busque culpas ou culpados, antes procure respostas na Palavra de Deus. Dê o seu tempo deste mundo para receber a vida eterna!

O 3º dos 10 Mandamentos

on quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Nos tempos bíblicos a atribuição do nome manifestava as propriedades de quem o portava, muitas vezes equivalendo à própria pessoa. Lembre-se de como Deus, mudou o nome de Jacó para lhe chamar Israel, pela prova de coragem e perseverança que ele manifestou perante o Senhor:


E disse: Deixa-me ir, porque já a alva subiu. Porém ele disse: Não te deixarei ir, se não me abençoares.

E disse-lhe: Qual é o teu nome? E ele disse: Jacó.

Então disse: Não te chamarás mais Jacó, mas Israel; pois como príncipe lutaste com Deus e com os homens, e prevaleceste.” Gn. 32. 27-28

E disse-lhe Deus: O teu nome é Jacó; não te chamarás mais Jacó, mas Israel será o teu nome. E chamou-lhe Israel.

Disse-lhe mais Deus: Eu sou o Deus Todo-Poderoso; frutifica e multiplica-te; uma nação, sim, uma multidão de nações sairá de ti, e reis procederão de ti;” Gn. 35.10-11


Ora se o nome do homem merece respeito, então o Nome de Deus, Criador do homem e do Universo, merece toda a honra e glórias!

E mais uma vez para bem de todos nós que cremos em Deus foi estabelecido o 3º Mandamento:

Não tomarás o nome do SENHOR teu Deus em vão; porque o SENHOR não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão.” Ex. 20.7


Todo aquele que se diz cristão quando e como toma o nome do Senhor, nosso Deus, em vão!?

Ora, o nome de Deus não é tomado em vão quando utilizamos uma vulgar expressão como “Meu Deus!” ou “Valha-me Deus!” ou “Ai Jesus!”. Muitos defendem que o uso dessas expressões constituem um incumprimento ao 3º Mandamento. Contudo, permitam-me discordar de tal opinião que quanto a mim parece-me despropositada considerando um simples e objectivo versículo bíblico:

Todos os servos que estão debaixo do jugo estimem a seus senhores por dignos de toda a honra, para que o nome de Deus e a doutrina não sejam blasfemados.” 1Tm. 6.1

Blasfemamos e tomamos em vão o nome de Deus quando afirmamos que O seguimos, contudo não fazemos a sua vontade, logo agimos falsamente. Quantas vezes, ao longo da história e hoje em dia, ouvimos pessoas e responsáveis religiosos afirmando que fazem isto ou aquilo em nome de Deus e na realidade tudo o que fazem é anti-bíblico, é contra tudo o que está escrito na Palavra de Deus. Fizeram-se e fazem-se guerras, perseguições e toda a espécie de maldades em nome de Deus, usam e abusam do poder do nome do Senhor para fazer a vontade do próprio homem contra a ordem e a vontade de Deus.

O apóstolo Paulo na carta a Timóteo chama a atenção sobre o procedimento do cristão, para que a nossa conduta como seguidores em Cristo não transgrida a Palavra e ponha em causa a veracidade dos ensinamentos de Jesus e o próprio nome de Deus. São muitos aqueles que se dizem cristãos, mas será que se preocupam em cumprir a Palavra de Deus!? Daí a importância do 3º Mandamento, principalmente para aqueles que se dizem seguidores do Deus Vivo, pois é nosso dever honrar e glorificar o nome de Deus, através dos nossos actos, para bom testemunho e não para vergonha ou blasfémia do nome do Senhor.

Não adianta àquele que se diz cristão andar com a Bíblia debaixo do braço, reunir-se em congregação, dizendo “Ámen” e manifestando-se aparentemente perante o pastor, o obreiro ou demais membros como um homem ou mulher de Fé em Cristo e saindo das portas da igreja, comporta-se mundanamente, tendo a sua vida destroçada, cujos frutos neste mundo não vão ao encontro das promessas presentes na Palavra de Deus. Logo, o seu procedimento, contribuirá para o mau testemunho diante daqueles que necessitam de ouvir e conhecer a Palavra, pelo que estes considerarão, pelos frutos e pelo que vêem no “falso” cristão a maior das falsidades, afastando-se de tudo o que fale de Cristo e consequentemente o nome do Senhor será blasfemado pelo mau testemunho.

A maioria das vezes o cristão que procede desta forma não o faz “conscientemente”, mas encontra-se embebido numa fé pouco prática, baseada em rotinas que nunca o colocam à prova, mas acomoda-se e vive fanaticamente no seio de uma congregação.

Por isso Caro(a) Leitor(a), analise a sua vida, veja os seus frutos, pois são estes que manifestam o cumprimento da Palavra de Deus e testificam se o nome de Deus não é tomado em vão. Todos temos a nossa responsabilidade “porque o SENHOR não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão.”!

O 2º dos 10 Mandamentos

on segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

O 2º Mandamento de Deus é de tal ordem importante e fundamental para o homem que O Criador o colocou em 2º lugar, no entanto é aquele que provoca mais polémica entre os homens, é aquele que coloca à prova a nossa fé indo ao mais íntimo e fundamental da espiritualidade e afastando-nos do material, do palpável, daquilo que não tocamos, que não vemos, mas que cremos.

Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra.

Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o SENHOR teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos, até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam.

E faço misericórdia a milhares dos que me amam e aos que guardam os meus mandamentos.” Ex 20.4-6

Qual a razão para Deus colocar este requisito para o povo de Israel e para todos aqueles, todos nós, que pretendemos seguir o Deus Vivo?

Realmente Deus é zeloso, pois Deus como Pai quer a atenção dos seus filhos,como qualquer pai. É também sinónimo de zeloso: cuidadoso, diligente e escrupuloso. Através da obediência a este 2º Mandamento, Deus pretende cuidar de cada filho, protegendo-nos do mal que vem pelo culto a imagens que são criadas apenas pelo homem.

Por isso Deus chama a atenção para não fazermos imagens com o fim de adorá-las, de idolatrarmos ao ponto de as servir, pois tal acto afasta o homem de uma Fé viva, pois o culto de imagens apenas conduz o ser humano a uma fé morta, a uma fé sem respostas, a uma fé inerte, como as próprias imagens adoradas. O homem encurvando-se, prostrando-se diante de imagens para as adorar, submete-se a essa fé morta, aceitando-a na sua vida e vivendo em função da imagem daquilo que vê, manifestando a sua submissão e derrota perante a imagem de culto.

Por essa mesma fé morta, inerte, baseada no culto de imagens é que o povo de Israel estava “morto” espiritualmente e entregue nas mãos dos egípcios, servindo os mesmos deuses de pedra, de madeira e de ouro e vivendo numa dura escravatura física e espiritual por 300 anos. Foi necessário que Moisés, instruído por Deus, livre de imagens, com o coração vibrando de uma fé viva, ensinasse o povo de Israel a acreditar novamente no Deus Criador, transmitindo a Sua Palavra e ouvindo-a e cumprindo-a pela Fé, o povo crendo foi liberto, quer fisicamente quer espiritualmente. Para darem um passo para a liberdade tiveram que voltar as costas às imagens dos deuses e da superioridade numérica dos egípcios e dos exércitos de Faraó e voltar a face a Deus, crendo na Sua Palavra e obedecendo.

A crença e o culto a imagens afasta-nos de Deus, pois Ele não é matéria e a Fé exigida por Deus não se baseia em algo palpável nem na aparência deste mundo.

Repare quanta gente no mundo vive agarrada a imagens feitas pelo homem, crendo nelas, são os seus amuletos, oferecem-lhes promessas, ofertas em alimentos e em dinheiro, prostram-se fazendo os mais diversos pedidos, carregam-nas pois elas não andam sobre o próprio pé, no entanto também não ouvem, nem falam, mas trazem de sobremaneira uma carga pesada para a pessoa que lhe dá qualquer culto, seja ele grande ou pequeno. E a vida da pessoa fica a depender daquele amuleto . Trata-se de um caminho que parece fácil, mas torna-se tortuoso pela dependência, pela servidão que esse culto exige.


Eu comparo a importância do cumprimento do 2º Mandamento como a mais alta estima para com Deus, O Criador – é o maior sinal de uma Fé prática, enraizada na essência da Palavra. Eu comparo a Fé em Deus e o cumprimento deste 2º Mandamento como o vento que não vemos, mas que crendo na sua existência, o sentimos quando voltamos a nossa face para ele. Assim é para com Deus quando crendo mesmo não vendo, voltamos a nossa face para Ele, para senti-Lo.

A Fé em Deus é livre de imagens e de aparências. Convém lembrar que:

ORA, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se vêem.” Hebreus 11:1

Por isso Caro(a) Leitor(a) livre-se das imagens deste mundo, não as sobrevalorize e muito menos as adore ou preste culto, pois foram criadas por homens, imperfeitas, cujo valor leva ao afastamento Daquele que é o Perfeito Criador! Experimente romper com as imagens que estão na sua vida, com as materiais e com aquelas que se encontram na sua mente e no seu coração. Volte a sua face para Deus e sinta-O.

O 1º dos 10 Mandamentos

on domingo, 5 de dezembro de 2010


Depois de uma longa interrupção neste blog por motivos profissionais, retomo a minha actividade na ampla blogosfera para trazer à reflexão e análise o significado dos 10 Mandamentos.
Os Dez Mandamentos ou o Decálogo é o nome dado ao conjunto de leis que segundo a Bíblia, foram escritos por Deus em tábuas de pedra e entregues ao profeta Moisés - as Tábuas da Lei. Decálogo significa dez palavras (Ex 34, 28).
Segundo as Sagradas Escrituras, no livro bíblico de Êxodo, Moisés conduziu os israelitas que haviam sido escravizados no Egipto, atravessando o Mar Vermelho dirigindo-se ao Monte Horeb ou Sinai, para aí sacrificarem e adorarem a Deus. No cume do Monte Sinai, Moisés recebeu as "Tábuas da Lei" contendo os Dez Mandamentos de Deus, sendo estabelecida uma aliança entre Deus e o povo de Israel.

O Monte Sinai tem uma altitude de 2288 metros e encontra-se em pleno deserto da Península do Sinai, no Egipto.

Regressemos pois aos 10 Mandamentos. Ora naqueles tempos, nas condições de equipamento e de alimentação, muito diferentes daquelas que hoje existem para o comum montanhista e, após três meses da saída do povo de Israel do Egipto, e da longa e penosa travessia do deserto a pé, subiu por fim Moisés ao cume do Monte Sinai para ouvir cada um dos Mandamentos de Deus.

ENTÃO falou Deus todas estas palavras, dizendo: Eu sou o SENHOR teu Deus, que te tirei da terra do Egipto, da casa da servidão.
Não terás outros deuses diante de mim.” Ex. 20, 1-3

Quando Moisés chegou ao Egipto segundo ordenara o nosso Deus, o povo de Israel seguia e servia os mesmos deuses que Faraó, adorando e sacrificando a imagens dos inúmeros deuses egípcios, tendo-se “contaminado” com uma fé morta completamente desviada dos ensinamentos e da Fé de Abraão, de Isaac, de Jacó e de José, todos crentes e seguidores do Deus Vivo.
O desvio do povo de Israel em relação à Fé do patriarca Abraão, conduziu-o a 300 anos de escravatura, servindo não só a homens egípcios, mas também servindo a deuses, a imagens, a uma fé moribunda e morta que os levou a atitudes de conformismo, de acomodação, de completa inércia de uma fé sem acção, mas profundamente religiosa, envolta em tradições, costumes e cerimónias espectaculares que procuravam apenas agradar a alma, mas sem resultados para a vida da pessoa e do povo. Foram assim, escravos do pecado. Logo, podemos aperceber porque tardaram tanto para saírem dessa situação, pois também foi necessário que o próprio Moisés saísse do Egipto, onde fora criado, segundo as tradições, pela própria filha de Faraó. E foi precisamente este homem, renovado numa Fé Viva, nos 40 anos que passou nas areias do deserto, instruído por Deus para libertar da escravatura o povo de Israel e constitui-lo uma nação que perdura até aos dias de hoje.

Era necessário que Moisés fosse usado por Deus, pois uma vez ele esclarecido e reforçado na Fé em Deus, pudesse instruir o povo acomodado com uma Fé que glorificasse a Deus, uma fé prática, uma fé que conduz à acção para receber a benção - esta é a Fé que agrada a Deus - uma fé que não fica por apenas ouvir ou ler a Palavra, mas que sobretudo coloca em prática o que ouve.

É preciso por isso afastarmo-nos dos “deuses” que inúmeras vezes servimos, estes “deuses” de hoje que nos levam a uma fé morta, a uma fé sem obras, esses “deuses” onde colocamos a nossa dependência e que muitas vezes, nem nos apercebemos, que eles estão aí, mesmo que não nos dediquemos a adorá-los. Quantas vezes você confia mais no dinheiro do que na Palavra de Deus!? Ou num lugar, num cargo, numa pessoa, numa palavra!? Numa tradição familiar ou religiosa, ou nos costumes?

Experimente pois, apenas seguir o Deus Vivo, a Jesus, coloque-o no seu coração e ponha em prática a sua Palavra, saia da escravidão deste mundo, negue-se a servir os “deuses” em que uma maioria materialista ou religiosa confia.
Jesus quer tirar-te da servidão, mas para isso todo aquele que quer ser cristão terá que servir a Deus e servir implica colocar em prática a Palavra e então seja Livre.

O que é Fé!?

on terça-feira, 8 de junho de 2010


ORA, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se vêem.” Hebreus 11:1

O apostolo Paulo dá a resposta a esta questão, afastando-nos totalmente de sentimentos baseados na aparência das coisas deste mundo, pois a pessoa que vive pela Fé crê de todo o coração, com convicção, no que há-de vir pela Palavra de Deus. Logo, esta atitude do cristão é considerada um acto de loucura por aqueles que vivem na aparência deste mundo e que se encontram limitados apenas ao que vêem, ao que ouvem, ou seja encontram-se limitados ao que sentem, logo por si só, desprovidos de Fé, apenas baseiam-se na força do seu próprio braço ou das circunstâncias providas pelo mundo.

Será que quando uma pessoa cumpre um voto ou promessa, depois de ver cumprida a bênção na sua vida é um acto de Fé!? Quantas vezes não vemos na TV ou ouvimos dizer que uma pessoa foi cumprir uma promessa!?

Pois bem, segundo as Escrituras Bíblicas, essa atitude não constitui um acto de Fé em Deus, mas um simples agradecimento, muitas vezes assumindo-se como uma obrigação, pois “ a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam”! Quantas pessoas não cumprem as suas promessas para com Deus porque não viram cumpridos os seus objectivos!? Depois dizem que Deus não fez porque ainda não chegou a sua hora ou então acomodam-se, conformam-se e crêem que o sofrimento pelo que passam é a sua cruz, o seu destino e anulam-se a si mesmas, não tomando qualquer iniciativa. Não podemos estar à espera que Deus primeiro faça para depois cumprirmos os nossos votos, para depois cumprirmos a nossa parte. Em toda a Bíblia, Deus ensina-nos a que temos que ser nós a dar o primeiro passo, assim demonstramos realmente a nossa Fé, a nossa convicção sobre as Verdades de Deus. Nas Escrituras são inúmeros os exemplos daqueles que tomaram a iniciativa da Fé e Deus os abençoou, concedendo-lhes a vitória sobre os seus mais diversos problemas, mas para tal há que dar um passo primeiro.

Para mim, um dos episódios bíblicos mais marcante sobre esta iniciativa de Fé é aquele que descreve a experiência de Gideão (Juízes 6), o qual se achava escondido a trabalhar para que não o roubassem, mas ouvindo ele a Palavra, creu, encheu-se de Fé e com manifestada coragem fez de acordo com a Voz de Deus para libertar-se e libertar o seu povo. Contudo, para Gideão alcançar a vitória e libertar o povo de Israel, teve que vencer a aparência deste mundo, a sua aparência:

E ele lhe disse: Ai, Senhor meu, com que livrarei a Israel? Eis que a minha família é a mais pobre em Manassés, e eu o menor na casa de meu pai.” Juízes 6:15

Para além de vencer este primeiro obstáculo, Gideão teve ainda que fazer o que Deus lhe pediu:

E aconteceu naquela mesma noite, que o SENHOR lhe disse: Toma o boi que pertence a teu pai, a saber, o segundo boi de sete anos, e derruba o altar de Baal, que é de teu pai; e corta o bosque que está ao pé dele.
E edifica ao SENHOR teu Deus um altar no cume deste lugar forte, num lugar conveniente; e toma o segundo boi, e o oferecerás em holocausto com a lenha que cortares do bosque.
” Juízes 6:25-26

Repare bem o que Deus lhe ordenou, tomar o boi de sete anos e cortar o bosque, ou seja algo de grande valor, lembre-se também do valor do bosque no deserto, onde o arvoredo é escasso ou praticamente ausente – o sustento de uma família. Igualmente, a coragem necessária para destruir a imagem de algo que era adorado pelo seu pai. Porque Deus exigiu tal coisa, visto que Deus já conhecia o coração de Gideão? Deus conhecia é certo! Porque Deus conhece o coração de cada um de nós, mas Gideão através desta atitude de obediência, desta atitude de Fé, baniu tudo o que era aparente, livrou-se do pecado, pois se o pai seguia a imagem de Baal toda a família também seguiria e baniu toda a imagem que o bloqueava para assumir as promessas de Deus. Gideão agiu antes de receber essas bênçãos, agindo pois pela Fé e Deus o revestiu da sua Essência, da Verdade, do seu Espírito.

Então o Espírito do SENHOR revestiu a Gideão, o qual tocou a buzina, e os abiezritas se ajuntaram após ele.” Juízes 6:34

Quando Gideão se predispôs e actuou segundo ordenara o Senhor, não só manifestou a sua Fé como provou a si próprio que a aparência deste mundo nada vale quando nos firmamos na Palavra de Deus. Tal como aconteceu com ele, assim acontece hoje com cada um de nós. Temos que agir pela Fé, crendo na Palavra de Deus e negando as circunstâncias deste mundo de aparências.

Se se decidir a seguir a Deus, com certeza terá que no seu caminho de cristão negar inúmeras aparências, derrubar imagens, sacrificar para Deus, negar a sua vontade, mas lembre-se que sairá vitorioso como Gideão. Vá pois na sua Fé!

Este Mundo de Aparências...

on terça-feira, 1 de junho de 2010

Quanto mais nos afastamos do cumprimento da Palavra de Deus, mais vivemos de aparência! Quanto mais deixamos de colocar em prática a Fé mais vivemos de aparência! De que nos vale a aparência se por dentro o nosso coração está doente ou a nossa vida está destroçada!? Lembre-se que quem vive de aparência, vive afastado de Deus!

"Pela fé entendemos que os mundos pela palavra de Deus foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente." Hebreus 11:3


Ora veja só um exemplo, infelizmente tão comum hoje em dia – um casal que deixe de viver o amor da sua mocidade, deixe de colocar em prática pequenos mas importantes gestos como dar uma lembrança ou uma atenção, darem as mãos quando saem à rua, dar uma flor, viverem uma vida sexual calorosa, vão pouco-a-pouco deixando arrefecer a relação. Quando derem por ela, praticamente serão uns desconhecidos, cada um dorme para o seu lado, apenas falam o essencial, substituem esse amor por outras solicitações como a TV, a internet e as suas redes sociais carregadas de falsidades, as compras e etc., chegando ao ponto de até viverem discussões indesejáveis para ambos, ao ponto de não sentirem nada um pelo outro. Contudo quando saem os dois à rua, aparentam ser um casal muito normal, feliz e até se aproximam para que toda a gente repare neles, tão aprumados, tão lindos...E por dentro como vão!?
Assim é a vida no mundo... APARENTEMENTE! Ora a aparência deste mundo é diabolicamente enganosa e afasta-nos da essência de Deus. O próprio Senhor Jesus foi tentado para viver essa aparência e por quem!? Pelo próprio diabo, o qual tentou ludibriar o Senhor Jesus mostrando a aparência deste mundo:

8 Novamente o transportou o diabo a um monte muito alto; e mostrou-lhe todos os reinos do mundo, e a glória deles.
9 E disse-lhe: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares.
10 Então disse-lhe Jesus: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás.
11 Então o diabo o deixou; e, eis que chegaram os anjos, e o serviam.
” Mateus 04

Ora façamos pois como Jesus, adoremos primeiro a Deus, busquemos com todas as nossas forças o seu Reino, para vivermos primeiro aqui na Terra as suas promessas. Não andemos preocupados com as passageiras coisas deste mundo, aquelas que nos enchem os ouvidos e que enganam os nossos olhos. Não nos alimentemos do consumismo que impera por todo o lado para onde vamos e que atrai todo o ser humano, enganando-o!

Façamos como Jesus nos diz como seus discípulos, de hoje:

22 E disse aos seus discípulos: Portanto vos digo: Não estejais apreensivos pela vossa vida, sobre o que comereis, nem pelo corpo, sobre o que vestireis.
23 Mais é a vida do que o sustento, e o corpo mais do que as vestes.
24 Considerai os corvos, que nem semeiam, nem segam, nem têm despensa nem celeiro, e Deus os alimenta; quanto mais valeis vós do que as aves?
25 E qual de vós, sendo solícito, pode acrescentar um côvado à sua estatura?
26 Pois, se nem ainda podeis as coisas mínimas, por que estais ansiosos pelas outras?
27 Considerai os lírios, como eles crescem; não trabalham, nem fiam; e digo-vos que nem ainda Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como um deles.
28 E, se Deus assim veste a erva que hoje está no campo e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós, homens de pouca fé?
29 Não pergunteis, pois, que haveis de comer, ou que haveis de beber, e não andeis inquietos.
30 Porque as nações do mundo buscam todas essas coisas; mas vosso Pai sabe que precisais delas.
31 Buscai antes o reino de Deus, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.
32 Não temais, ó pequeno rebanho, porque a vosso Pai agradou dar-vos o reino.
” Lucas 12

A imagem e o valor da aparência

on quinta-feira, 20 de maio de 2010


A Europa vive hoje dias profundamente conturbados, envoltos numa crise financeira e económica e social que tem levado ao desespero e à instalação do medo nos cidadãos. Cada vez que abrimos um jornal, ou ouvimos o noticiário na rádio, ou vemos o telejornal na TV ou numa página de notícias na internet, o cabeçalho que sobressai é a CRISE. Logo atrás, vêm os temas relacionados como o imparável aumento do desemprego, a insustentabilidade das reformas e pensionistas, o aumento da dívida pública, o encerramento das empresas, o aumento dos impostos, os cortes salariais e etc...etc. Claro que a Europa não está bem e Portugal encontra-se no mesmo barco. Não podemos ser religiosos fanáticos e dizer que tudo está bem! Ou dizer que Deus proverá ou ficarmos impávidos e serenos, a assistir como meros espectadores e afirmarmos que é o “Fim do Mundo” e nem sequer mexermos um dedo para melhorar a situação de cada um!
Mas também é certo que nada adianta afirmarmos que estamos mal e alimentarmo-nos dia após dia, hora a hora, de que estamos mergulhados na crise e que vamos ser engolidos por ela, confirmando à partida que já estamos derrotados, que vamos perder os nossos empregos e tudo de mal virá sobre nós! Pergunto novamente, sente-se melhor afirmando tais derrotas!? A crise vale o valor que lhe dermos! Esta crise como outras crises afirmam-se pela imagem que as promove. Se não falássemos tanto da crise, ela acabaria por desaparecer em pouco tempo!

Sabe porque a crise atinge tanto a Europa!?

Porque o povo europeu, consumista e materialista, voltou as costas a Deus e afirmou-se na aparência e na imagem, logo não tem Fé, pelo que será difícil para muitos sair das diversas situações de desgraça. Quem se alimenta da aparência, vive uma vida de aparência, irreal, fútil e obviamente cai nas suas tramas. Isto também é idolatria, idolatria do dinheiro, idolatria da classe social, idolatria do consumo, idolatria da sua própria imagem e quem vive por tais coisas, por essas mesmas perece! Ora o povo europeu, após a II Guerra Mundial, preocupou-se mais em reconstruir a Europa materialmente, lutando muito bem pelo seu desenvolvimento, mas abdicou por completo da Fé, da vida espiritual, dos valores como a família.

Uma pessoa com a sua Fé e vida afirmada em Deus, olha para esta Crise e vê-a como uma oportunidade, porque reconhece que Deus através dela própria, fará a diferença, pois isto também está escrito, para testemunho Dele.
O verdadeiro cristão preocupa-se com o seu espírito e com a essência e esta, advém de Deus, pois Ele é a essência de todas as coisas. Logo, o cristão separa racionalmente os sentimentos e não segue o seu próprio coração, mas negando-se a si mesmo, faz a vontade de Deus e sai vitorioso. Por outro lado, o Diabo (para quem quiser acreditar) vive da imagem, das aparências e tudo gira à volta do que é aparente, induzindo a cada ser humano, através do que vê, do que ouve e bastará a nossa palavra para confirmar a materialização daquela aparência. Isto parece algo surreal ou para alguns até loucura!

Na Bíblia, do princípio ao fim, chama-nos a atenção sobre o culto às imagens, sobre a sobrevalorização dos sentimentos, sobre o coração enganoso e que quem valoriza tais coisas, afasta-se da Fé no Deus Vivo.
Quanta gente ouve uma má notícia e logo pensa que lhe irá tocar também. O mesmo se passa quando alguém chega ao pé de outra pessoa e lhe deseja todo o mal, lançando-lhe toda a sorte de pragas e, se tais palavras entrarem no coração e a pessoa dar-lhes valor, então as pragas surtirão o seu efeito! Normalmente, uma pessoa que vai ao médico, faz todo um conjunto de exames, radiografias, análises, ecografias, TAC's, etc e etc, a imagem que surge nesses exames e a palavra do médico induz o pensamento e a atitude do doente que não tendo a sua vida nas mãos de Deus, vai aceitar tudo o que lhe é dito e materializando a doença.
Eu sofria de uma doença de vários longos anos, desde os primeiros meses de vida que quando me foi diagnosticada, o médico afirmou que nasci com ela morreria com ela. No dia em que conheci uma congregação cristã e aceitei como verdade a Palavra de Deus, eu nesse mesmo dia fui curado e nunca mais dependi dos quotidianos tratamentos que fazia e livrei-me pela Fé, por não aceitar a imagem dada durante tanto tempo pelos médicos, pelos exames e análises periódicas.

Porém, é importante salientar, por outro lado, que devemos de fazer exames para saber como vamos de saúde, mas não devemos de sobrevalorizá-los, pois apenas são exames e como tais não podem e não devem comandar a nossa vida! Quantas vezes os exames de saúde são mal feitos ou mal interpretados e a pessoa que os sobrevaloriza, aceita-os como verdades absolutas e fica completamente condicionada. Quantas vezes são diagnosticados casos em que são dados curtos prazos de vida e a pessoa vive depois um longo período sem qualquer problema!
É costume uma pessoa receber uma carta contendo uma má notícia e logo ficar preocupada, ansiosa e fazendo muitas vezes dessa informação um grande problema, em vez de rebelar-se contra a situação e não aceitar essa imagem que chegou por umas letras! É nestas situações que o cristão marca a diferença, confiando apenas na Palavra e nas Promessas de Deus!

Lembre-se que quem vive na aparência, confia na aparência, mas quem vive pela Fé, confia em Deus.

Ora a Bíblia mostra precisamente isto, quem confia no mundo aparente, naquilo que atinge o seu coração através do alimentar-se das imagens, visões e palavras, não confiando plenamente em Deus, perece nas malhas do seu próprio coração enganador, naquilo em que acreditou:

“Assim morreu Saul por causa da transgressão que cometeu contra o SENHOR, por causa da palavra do SENHOR, a qual não havia guardado; e também porque buscou a adivinhadora para a consultar.” I CRÔNICAS 10:13

E, no ano trinta e nove do seu reinado, Asa caiu doente de seus pés, a sua doença era em extremo grave; contudo, na sua enfermidade, não buscou ao SENHOR, mas antes os médicos.” II CRÔNICAS 16:12

Por amor, Deus adverte-nos para que nós tenhamos plena confiança Nele e não venhamos a cair em desgraça por confiar neste mundo aparente:

Na verdade, todo homem anda numa vã aparência; na verdade, em vão se inquietam; amontoam riquezas, e não sabem quem as levará.” SALMOS 39:6

E os que usam deste mundo, como se dele não abusassem, porque a aparência deste mundo passa.” I CORÍNTIOS 07:31

Pergunto-lhe como começa o seu dia ouvindo ou lendo tais desgraças!? Reúne forças para começar o seu dia!? A sua vida gira em torno do que vê e do que lhe dizem!?
Provavelmente tenha chegado a sua hora de fazer caso da Palavra de Deus!